Um plano de evacuação nunca testado é apenas teoria. O simulacro é o momento em que se descobre, em segurança, o que realmente funciona — e o que não funciona.
É fácil tratar o simulacro como uma obrigação a cumprir para preencher um registo de segurança. Na prática, é o único momento em que um plano de evacuação é testado em condições próximas do real — e é surpreendentemente comum descobrir, num simulacro, que uma saída de emergência está a ser usada como arrecadação, que um percurso definido no papel já não corresponde ao layout atual do edifício, ou que os colaboradores não sabem onde fica o ponto de encontro. Melhor descobrir isto num exercício planeado do que numa emergência real.
A frequência com que os simulacros são exigidos varia consoante a utilização-tipo e a categoria de risco do edifício, definidas nas Medidas de Autoproteção — em edifícios de maior risco ou com público mais vulnerável (escolas, lares, hospitais), a periodicidade tende a ser mais curta do que em edifícios de escritórios de risco corrente. Este calendário fica definido na própria MAP do edifício e deve ser cumprido e documentado.
Cada simulacro deve gerar um relatório com o tempo de evacuação registado, os incidentes observados e as recomendações de melhoria — seja em sinalização, em formação dos colaboradores ou em ajustes ao próprio plano de evacuação. É este ciclo de teste, avaliação e correção que transforma as Medidas de Autoproteção de um documento estático num plano que efetivamente funciona quando é preciso.
Sabemos segurança, servimos sossego — fale com a nossa equipa técnica.