Sprinklers, gás inerte ou espuma — o RT-SCIE define em que utilizações-tipo e categorias de risco a extinção automática deixa de ser opcional.
Um sistema de extinção automática atua sem intervenção humana assim que deteta um foco de incêndio, reduzindo o tempo de resposta a segundos em vez de minutos. É a diferença entre um princípio de incêndio controlado e uma perda total do espaço. Ao contrário dos extintores portáteis, pensados para intervenção manual imediata, estes sistemas ficam permanentemente instalados e vigilantes, ligados a uma rede de deteção e a uma reserva de agente extintor.
Existem três famílias principais, cada uma adequada a um tipo de risco diferente:
O Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios cruza a utilização-tipo (UT) do edifício com a sua categoria de risco para determinar as medidas de autoproteção exigíveis, entre elas a instalação de um sistema automático de extinção. Em termos gerais, esta exigência torna-se mais frequente à medida que a categoria de risco sobe — em edifícios de 3ª e 4ª categoria de determinadas UTs (armazéns, estabelecimentos comerciais de grande superfície, garagens, indústria), a instalação fixa deixa de ser uma opção de conforto e passa a integrar o projeto de segurança obrigatoriamente.
Por isso, a decisão sobre qual sistema instalar — e se é sequer necessário — nunca deve partir apenas do bom senso: exige uma leitura cuidada do enquadramento legal aplicável ao edifício em concreto, algo que fazemos como parte do projeto de segurança contra incêndio (PSCIE).
Um sistema de extinção automática mal dimensionado é, na prática, um sistema que falha quando mais é preciso. O dimensionamento correto depende da carga de incêndio do espaço, da altura do pé-direito, da compartimentação existente e do tipo de atividade. É um cálculo técnico que integra o projeto de segurança contra incêndio e que deve ser executado por quem tem experiência a cruzar estes fatores com a legislação em vigor.
Um sistema de extinção instalado sem um plano de manutenção programada é um sistema que, mais cedo ou mais tarde, deixa de funcionar quando é preciso. Válvulas, pressões, deteção associada e reservas de agente extintor precisam de verificação periódica — e essa verificação, tal como a instalação, deve ficar documentada para efeitos de fiscalização e de seguro.
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